segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Feeling


Sentimento é coisa séria. Cheguei a conclusão de que ninguém tem o direito de ignorar, desprezar ou duvidar do sentimento de outra pessoa. Sentimentos podem até ser passageiros, mas na hora eles são importantes. Fazer pouco caso disso é matar um pouco da habilidade de sonhar que existe dentro de cada um de nós. Abafar um sentimento nosso é a forma mais rápida para abafarmos nossas personalidades e grande parte de nosso caráter.

Sentimento é para se sentir. Podemos mostrar, mas apenas olhos ligados a um coração serão capazes de ver. Podemos escrever, mas apenas dedos conectados a um coração serão verossímeis ao que se sente.

Eu tomo cuidado com o sentimento dos outros levando em consideração os meus próprios. Não ignoro uma lágrima porque sei que as minhas não podem ser ignoradas. Não menosprezo um sentimento de amor porque sei que o meu sentimento, ao meu ver, é gigante o suficiente. Não ignoro um sentimento porque os meus não ficam como segundo plano.

Meus sentimentos expressam minha condição, mas não me definem. Ouvi essa semana que não podemos deixar nossos sentimentos serem maiores do que Deus é em nossas vidas. Sabe qual a melhor parte? Ele toma conta de cada sentimento nosso. Não só porque Ele vê o que nós sentimos, mas porque Ele já sentiu isso também.


"Para estender as mãos com Suas mãos
Para aprender através de Seus olhos
Para amar com o amor de um salvador
Para sentir com Seu coração
E para pensar com Sua mente
Eu tenho entregado meu último suspiro
Pela Sua glória"

In Me - Casting Crowns


Bjs B.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Questão de Tempo


Minha rotina já nem existe mais. Não me alimento nem bem e nem nas horas devidas, não consigo dormir apesar do cansaço e as poucas horas que tenho de sono são conturbadas e se tornam uma luta pessoal e inconsciente todas as noites. Estudar é difícil, os conteúdos perdem espaço pros meus pensamentos, o tempo todo.

Eu lembro e relembro de tudo que aconteceu, tento virar a página mas ela insiste em voltar e tripudiar em cima de mim. Eu sento na frente do computador, eu escrevo, eu apago (eu apago mais do que escrevo) e, no fim, não envio nada. As coisas mudam em questão de dias.

Minha determinação de escrever e enviar ficou lá atrás, em um tempo em que tudo fazia sentido, bem mais do que agora.


"E outra vez eu vou embora sem saber o que falar"
B.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Coisas que eu não sei dizer...


Hoje bateu saudade, aquele aperto no peito, aquele sentimento de distância forçada. Não gosto de falar de saudade, parece que as palavras nunca traduzem o quanto nosso coração sente. Não é dor, não é alegria, nem tristeza, nem nada. É saudade, e todos os usuários da língua portuguesa sabem bem do que estou falando, porque é inevitável.
Saudade não é algo que dá e passa, mas algo que inicia e permanece. Saudade é bom em alguns momentos como, por exemplo, quando não sabemos o real valor de alguém a distância é um bom medidor. Mas saudade pode ser "ruim" também, pode ser saudade de algo que não volta mais e isso que dá aquela velha sensação de aperto no peito, porque essa é a saudade que permanece.
A saudade com o tempo acostuma, se acomoda e se mantém ali, meio camuflada, mas ainda assim, viva. Ela tem momentos de pico, nos quais a maior vontade que temos é de sair correndo e vencer essa distância.
Tem também a saudade que não é medida em quilômetros. Essa, no meu ver, é a pior de todas. Ela é causada pela distância de corações e pensamentos, essa é a mais complicada, porque quando ela bate, você sabe que em quinze minutos você pode olhar àquela pessoa e em um olhar tentar vencer todos os sentimentos de distância. Mas nem sempre é tão fácil.
Eu fico com a saudade que pode ser medida por quilômetros. Às vezes a saudade que necessita ser suprida com uma viagem de avião ao redor do mundo é bem mais fácil de matar do que aquela que envolve corações e mentes, essa saudade não tem definições.

'I don't want to think of the distance that keeps us apart'

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Bolha (:


A maioria dos textos que escrevo sempre são sobre o contraste com o nosso mundo conturbado. Escrever sobre tragédias do cotidiano da população é um fardo, apresentar formas de fugir dessa loucura é minha vida.

Não gosto de chamar de fuga essas atividades, mas o dicionário me boicota nesse quesito. Cada pessoa tem seu próprio método de fuga. Essa fuga do mundo é nossa pequena bolha, onde tudo passa pela nossa cabeça, mas nada de fora nos atinge. A minha "bolha" é simples, preciso apenas de papel e caneta para me separar do mundo. A do meu pai é jogar tênis (faz tempo que ele não joga :S), a da minha irmã é ir pra festa e dançar, a da minha mãe é fazer crochê. E assim vai, cada pessoa arranja uma forma mais criativa que a outra para se manter dentro do seu próprio mundo por um pequeno espaço de tempo. Por um tempo isso é bom, o que não é saudável é se fechar para o mundo permanentemente. Apesar de ser bom termos apenas nossos pensamentos na cabeça por um tempo, é bom também termos a quem ouvir, com quem conviver, com quem contar.
Cada um tem sua própria forma, da mais simples até a mais sofisticada de encontrar esse pequeno ''escape". Não importa a maneira, o que importa é o efeito.
Qual é a sua bolha?

"Aproveitar a tarde
Sem pensar na vida
Andar despreocupado
Sem saber a hora de voltar..."

Além do Horizonte - Roberto Carlos/Jota Quest

Bjão B.

sábado, 3 de outubro de 2009

Indiretamente Direta


"[Eu] pensava que nós seguíamos caminhos já feitos, mas parece que não os há. O nosso ir faz o caminho." C. S. Lewis


Se o ir faz nosso caminho, então eu simplesmente vou, não importa pra onde, nem quanto tempo vai levar pra chegar, mas o que vou encontrar pelo caminho. Não sei como vai ser a caminhada e, imagino, será tortuosa e esburacada. Do meu lado continuam as pessoas de sempre, aquelas que o tempo e as mudanças não levam embora. E as outras vão ficando para trás em partes do caminho em que chamo de memórias.

São fases. Eu estive parada muito tempo pra sequer saber como andar, era muito mais fácil continuar parada, mas tudo está andando e ficar pra trás já não pode mais ser opção. É ruim saber que depois de começar a me recuperar vem algum fato e me coloca na mesma desolação de antes (eu esperava que o silêncio viesse antes e não agora, quando acostumei meus ouvidos às vozes).

Mas se não existem caminhos já feitos então cabe a mim romper com esse silêncio, não agora e muito menos nesse meu estado. Eu ainda me vejo sendo carregada no colo por Deus, ainda preciso ganhar forças pra poder caminhar com minhas próprias pernas. Preciso mudar algumas coisas, preciso ouvir mais e falar menos. Preciso de mais atenção e, com certeza, continuar agindo. O resto Deus recupera com o tempo, se Ele achar que vale a pena.


"Dar um passo para fora da minha zona segura."

Voice of Truth - Casting Crowns

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Talvez, esperança


Acordar continuou sendo um peso e, principalmente, porque agora eu estou doente. Minha voz entrega minha dor de garganta, meus espirros e tosse entregam minha gripe. Meu desânimo entrega meu coração.

Hoje consegui ver um pouco mais claramente que, agora, isso é bem ruim, consome meu tempo, minhas energias e também minha saúde. Mas a longo prazo vejo coisas boas, na verdade não as vejo, mas sei que elas já estão preparadas para vir à tona.

Não tenho forças e muito menos vontade de sair dessa situação, isso consome tudo que eu tenho e, no momento, só tenho o peso do meu coração e a minha dor. Mas posso agradecer a Deus, porque hoje as lágrimas ficaram presas, tentaram sair, mas eu consegui controlá-las. Isso é um bom sinal não é?

Ainda tenho medo de voltar a viver, não me vejo pronta pra voltar com minhas atividades, com meus planos... Tenho medo de voltar a sonhar.

Faz quase uma semana e eu só parei pra perceber isso hoje. Percebi que perdi a noção do tempo, perdi a vontade de viver, perdi grande parte de mim. Esqueci que eu tinha humor, esqueci de como se sorri, esqueci que levantar da cama de manhã não é suficiente, é necessário acordar.

Eu realmente tinha me esquecido de como é ter amigos por perto. Eu afastei todos na tentativa de fugir de mim mesma (e essa é a mais pura verdade). Não sei se estou pronta pra ter tantas pessoas perto de novo, não sei até onde quero que elas tomem lugar na minha vida, tenho medo de que eu aproxime cada um deles para machucá-los.

E a grande jogada nisso tudo tem sido meu medo. Tenho medo de tudo. Estou aprendendo a perder o meu maior medo: segurar. Segurar na mão de Deus e ver Ele agir, segurar na mão dos meus amigos e caminhar com eles ao meu lado, segurar na corda que pode me tirar desse buraco.

E sabe eu não tenho me segurado em nada, mas tenho visto Deus, dia após dia, segurar meu mundo. Eu estou aprendendo com O Melhor.

E é isso, não vejo a solução, não tenho coragem pra sair dessa situação, não consigo ver um futuro bom e muito menos ver os frutos que tudo isso pode trazer. Mas hoje o céu amanheceu mais azul e a minha esperança, por mais que esteja por um fio, ainda não morreu.


"Já não sei onde eu tô indo
E nem se vou chegar
Mas eu corro pra praia
Conversando e dirigindo pra lugar nenhum
Por mais que a chuva venha sempre tem um céu azul
Mas eu vou em frente
Se eu cheguei até aqui eu não vou desistir
...
E ouvindo o som bem alto cansado de chorar..."
Vou em Frente - Forfun

"Se te dizem que eu ando mal,
Eu te juro que isso vai passar.
Se você pensa que eu não sou feliz
Eu vou sobreviver..."

Celestial - Rebelde (decadência, sim, eu sei)

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Dia 4 :S


Vale mais a pena contar os dias nos títulos dos posts do que tentar pensar em algum título que beire a decência. Então, bem-vindos ao fim do dia 4.

Finalmente o dia amanheceu da forma como meu coração se encontra: chuvoso, frio, cinza e deprimente. Eu ainda não encontrei solução pra sair dessa situação, não sei o que fazer, como agir, realmente, me sinto cada vez mais perdida.

As lágrimas ainda escorrem, elas ainda consomem grande parte do meu dia e, embora as coisas estejam um pouco mais calmas, meu coração ainda dói.

Sabe, tenho aprendido muito com essa situação só que nada que eu tenha aprendido eu estou conseguindo realmente por em prática, porque as poucas forças que eu consegui juntar são todas canalizadas para me levantar da cama de manhã, e isso já é muito.

Sabe, o fato de o tempo passar não altera em nada o que passa dentro de mim. Continua tudo exatamente igual e essa parte machuca muito, ver que nem o tempo faz curar um coração despedaçado como o meu.

Minha rotina continua a mesma, mas cansa ver as pessoas tentando me levantar e falharem vez após vez, me machuca ver o quanto eu posso afetar as pessoas que me cercam.

Eu queria poder pegar um avião pra uma ilha deserta qualquer e ficar por lá por um bom tempo, longe das pessoas, longe até, se eu tiver sorte, da minha tristeza. Mas eu simplesmente não posso e nem sei se encontraria alguém que me levasse pra um lugar assim. O que me resta é esperar pelas poucas horas em que eu fico ilesa de dores e deixo as pessoas longe disso também, que é durante a noite, onde todos dormem e saem um pouco dessa realidade. Todas as outras horas eu tenho tentado, inutilmente, encurtar.

"Jesus, Você pode me mostrar como é distante o leste do oeste?
Porque eu não posso suportar ver o homem que eu tenho sido
...
Hoje eu me vejo como sendo um erro afastado
De Você, desta maneira..."

East to West - Casting Crowns

"Jesus tome a direção,
Tome das minhas mãos
Pois não posso fazer isso sozinha..."

Jesus Take the Weel - Carrie Underwood